TIE THE KNOT # o antes



E eis que finalmente partilho convosco o grande dia.


27 de Agosto, o dia em que me casei com o ''meu homem'' (não dá para dizer sem ser piroso ehehe) Depois de 10 anos de namoro, dois filhos e muitas histórias em comum, decidimos tornar a coisa ''oficial''!

Para vos contar tudo direitinho decidi separar por temas: O antes, a preparação durante a manhã, o durante, missa e casório com decoração e tudo, e o depois, a lua-de-mel brutal que fizemos na Tailândia.

O antes:


O casamento foi num clima super familiar, não tivemos wedding planner, nem grandes ajudas exteriores. Arregaçamos as mangas e pusemos mãos à obra.

Sabíamos que íamos fazer o copo de água numa casa de família em Sintra e que a cerimonia religiosa ia ser, como já é tradição na família, na igreja paroquial de Colares, que acho linda.

A casa estava q.b preparada, mas tínhamos a vantagem que o terreno é grande e espaçoso e acima de tudo é ''Casa'' é um local onde estamos à vontade, onde não tínhamos restrições, podíamos fazer tudo à nossa maneira.






No dia antes do casamento, eu e as minhas madrinhas ficamos lá a dormir, bebemos um copo cantámos, dançamos entre as mesas que já estavam montadas no jardim. Foi tranquilo, divertido; ótimo para desanuviar.

No dia a seguir acordamos cedo, fiz um rabo de cavalo, e pus me a trabalhar!

Por muito que delegasse tarefas, há coisas que queria ser eu a fazer e, de certa forma, era uma maneira de não começar a stressar! :)



Não fui eu que fiz os arranjos das mesas, mas fiz todos os arranjos dentro de casa. Nas casas de banho, na sala etc... para mim a decoração era mesmo importante, e apesar da festa ser no jardim, a casa ia estar aberta a disposição de todos. E claro que se está aberta eu queria dar-lhe ''um toque''.

A inspiração de todo o casamento era: um ambiente boho-chic, a cor do eucalipto um verde, prateado, meio seco e a descontração de um get together de família.





A manhã foi passando, entre flores,  a chegada do catering, a maquilhagem, os cabelos,  os stress's de última hora, uma coisa que falta outra que está a mais, mas sem grandes nervosíssimos.

Para mim a decisão de me vestir na mesma casa onde me ia casar era óbvia, queria estar a par de tudo, queria certificar-me que cada pormenor estava como queria, que tudo estava a correr bem, só assim não ia ficar nervosa.

A casa, onde cresci, não é grande mas o terreno é. Tem um vista de cortar a respiração sobre a serra de Sintra e para mim é o meu sítio preferido no mundo inteiro. 

Por isso imaginem: porquê stressar? Tinha as minhas melhores amigas, que se fartaram de ajudar, os meus filhos e família tudo a trabalhar para este grande dia. Tinha um dia lindo, numa época em que o tempo em Sintra é bipolar e estava na casa onde cresci, a organizar o casamento dos meus sonho. Estava tudo OK :)






Decidi que nos íamos arranjar no quarto da minha mãe, o único com janela direta para o jardim, ou seja o único em que podia abrir as portas e estar a controlar as montagem enquanto me vestia.
- e também porque tem uma luz LINDA-

Entregamos-nos às mãos da Inês Aguiar, na maquilhagem e o cabelo esteve à responsabilidade da Alice Trewinnard, da Golden Locks e ficamos por ali todas no corte e costura, entre alguns afazeres e muito entusiasmo.






O vestido, que já tinha dito aqui, era da designer Joana Montez.
A mesma designer que fez o vestido da minha mãe.




A inspiração era boho, descontraído q.b, com umas mangas dramáticas e um renda gira e pouco ''clássica'' que tinham uma espécie de padrão chevron (zigzag) - o que fazia com que as bainhas acabassem em ''bicos'' e fez com que as mangas, a parte de baixo do vestido e o véu ficassem super dinâmicos.





Nos acessórios, usei um antigo colar de família adaptado para o cabelo, usei uns brincos (muito) antigos de família e umas sandálias de camurça cor de rosa velho da TopShop.
(O robe de cetim cor-de-rosa que andei a manhã toda é da Osho)



Aqui conseguem perceber as mangas dramáticas com o tais ''bicos'' da renda em zigzag




O buquê foi de longe o meu acessório preferido, estava LINDO!

Eu só dei as orientações, mas quem o fez foi o Martins Alves, que ficou responsável pelas flores todas das mesas.

O buquê tinha dois tipos de eucalipto, tinha peônias, proteas entre outras.

Era gigante, pesadíssimo, mas lindo, lindo!


 

Noiva pronta, e bora lá para a igreja ! 

Fotografias: MATE - Maria Mesquitela 



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